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Entenda a febre amarela

A febre amarela é uma doença causada por um vírus e possui dois ciclos de transmissão: o silvestre, transmitido pelos mosquitos Haemagogus Sabethes (comuns nas matas); e o urbano, propagado pelo Aedes Aegypti.

Neste mês de outubro, na cidade de São Paulo, um macaco foi identificado com febre amarela silvestre, indicando a existência de vírus no local. A morte do macaco fez com que a Secretaria Municipal da Saúde convocasse a população residente no entorno (zona norte da cidade) para vacinação. 

 
Em janeiro de 2017, o Ministério da Saúde já havia divulgado uma lista com as cidades com maior risco de transmissão da doença. A vacinação é a maneira mais eficaz de se proteger da febre amarela. Devem ser imunizadas crianças a partir de nove meses e adultos que moram nas áreas recomendadas. Pessoas que forem viajar para as áreas de risco devem tomar a vacina dez dias antes do embarque. Uma única dose já garante a proteção para o resto da vida. 

 

De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, a dose não é indicada para gestantes, mulheres amamentando crianças com até 6 meses e pessoas imunodeprimidas, como pacientes em tratamento quimioterápico, radioterápico ou com corticoides em doses elevadas.

 

Sintomas

Os sintomas da febre amarela aparecem, geralmente, entre três e seis dias após a picada do mosquito transmissor infectado. Mas a doença pode demorar até 15 dias para se manifestar. Os principais sinais e sintomas são:

 

• Febre de início súbito

• Calafrios

• Dor de cabeça intensa

• Dores nas costas e no corpo em geral

• Náuseas e vômito

• Fadiga e fraqueza

 

De acordo com o Ministério da Saúde, 15% das pessoas infectadas podem apresentar uma melhora dos sintomas por algumas horas ou até mesmo um dia, para depois desenvolver uma forma mais grave da doença. Os novos sintomas são febre alta, icterícia (pele e branco dos olhos amarelos), hemorragia, choque e insuficiência dos órgãos, podendo levar à morte.

 


Texto: Jailde Barreto / Design: Carolina Moura

Fonte: Fontes: Ministério da Saúde e Prefeitura de São Paulo

Gravidez sem álcool

Se uma nutrição adequada antes e depois de engravidar é a base para o desenvolvimento do bebê, imagine o que o álcool, cigarro ou drogas podem provocar. Um estudo americano realizado pelo Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo (NIH) identificou que de 20% a 30% das mulheres consomem álcool em algum momento da gravidez. A ingestão de álcool durante o período gestacional pode resultar em consequências graves e irreversíveis que se classificam como Espectro de Desordens Fetais Alcoólicas, dentre as quais, a Síndrome Alcoólica Fetal (SAF).

A Síndrome Alcoólica Fetal não tem cura. Como resultado, a criança pode apresentar retardo mental, anomalias congênitas, alterações na face, baixo peso, dificuldades na fala, memória e audição, além de alterações comportamentais. 

Todas essas alterações ocorrem porque, durante a gravidez, o álcool chega rapidamente para a o feto por meio da placenta. Em apenas uma hora, os níveis de álcool no sangue do feto e no líquido amniótico são equivalentes aos do sangue da mãe. No entanto, eles tendem a permanecer por mais tempo no líquido amniótico do que no sangue materno, visto que a placenta da mãe e o fígado do feto têm capacidades metabólicas limitadas para substâncias como o álcool. Sendo assim, o nível de álcool só é reduzido quando entra novamente em circulação no sangue da mãe. Como consequência, a substância interfere no desenvolvimento do cérebro, órgãos, estruturas e sistemas fisiológicos.

 

Álcool e amamentação

Logo que a criança nasce, e ao longo dos meses seguintes, o leite materno será o alimento que fornecerá ao bebê os nutrientes necessários para a evolução do seu desenvolvimento. Assim, se a mulher faz o consumo de bebidas alcoólicas durante o período de amamentação, o bebê também receberá doses da substância no leite materno. Por isso, a recomendação é não consumir bebidas alcoólicas mesmo após o nascimento da criança.

O período de amamentação deve ser rico em alimentos saudáveis como é o caso das frutas frescas, vegetais e grãos integrais. Proteínas como carnes, ovos, peixes, frangos e leite, além de feijão, também devem estar presentes nas refeições para tornar o leite materno ainda mais nutritivo.

 

Texto: Jailde Barreto / Design: Carolina Moura

Fonte: National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIH)/ Sociedade Brasileira de Pediatria/ Hospital Albert Einstein/ Efeitos do álcool na gestante, no feto e no recém-nascido. Conceição Aparecida de Mattos Segre. Sociedade de Pediatria de São Paulo.